Empreendedorismo materno: solução ou perdição?

Eu gravei um áudio desse post e você pode baixar ele aqui. Eu li ele pra você me ouvir enquanto descansa os olhos das telinhas ou faz outra coisa… além de tudo, ainda aproxima tanto a gente nesse mundo frio digital rs… experimenta! <3

 

Esse texto é fruto de uma reflexão que ronda a minha cabeça há muito tempo.

E ele se aprofundou muito desde quando eu decidi fazer o Equilibre-se e que ele ofereceria soluções específicas para os desafios do empreendedorismo materno.

Eu já ouvi falar tanta coisa sobre empreendedorismo materno… Já li tanta coisa… textos motivadores e opiniões fortes de pessoas que não vivem nada parecido com essa realidade e que, eu confesso, me incomodaram um pouco.

O nome empreendedorismo materno surgiu por uma razão importante. Para uma coisa existir, ela precisa ter um nome. E empreender e ser mãe ao mesmo tempo, é uma condição especial, precisa ser encarado assim e ser nomeado.

Porque nós somos mulheres, mães e empreendedoras e isso é muita coisa. MUITA coisa.

Empreendedorismo feminino já é um movimento lindo e incrível, mas não define com a mesma clareza essa condição. Eu sei muito bem disso, porque ser mãe, mudou absolutamente tudo na minha vida. Não é a mesma coisa.

Para você valorizar e cuidar de uma situação delicada, você precisa nomear, observar e discutir. Por isso a gente precisa falar sobre o empreendedorismo materno.

O meta é um bom emprego e um bom salário

Nós aprendemos, grosso modo e na grande maioria dos casos, que sucesso é ter um bom emprego. Com um bom salário. De preferência em um cargo de liderança.

E para alcançar isso, a gente se molda ao mercado de trabalho e até define objetivos de vida em função disso.

E mesmo com todas as dificuldades de ser mulher no mundo corporativo, a gente segue feliz.

Até que a maternidade ou a possibilidade dela bata na sua porta. E aí, depois de uma certa idade ou depois de casar, todo mundo passa por algum caso como esses…

Eu já tive que explicar em entrevistas de emprego que eu não tinha nenhuma pretensão de engravidar, para convencer quem me entrevistava de que valia a pena apostar em mim.

E eu trabalhei, muito tempo, em uma empresa onde as mulheres não tinham filhos. Era uma espécie de tradição. E quando esse dia chegou, e algumas “corajosas” engravidaram, eu ouvia um diretor falando coisas horríveis sobre ter mulheres ao invés de homens naquelas posições.

O Mercado é feito de pessoas?!

O mercado de trabalho é feito de pessoas e essas pessoas foram crianças, elas tem mãe e tem filhos.

Mas elas não acolhem as mães nem as crianças da sociedade.

Pelo contrário.

Como se a esfera doméstica fosse outro mundo separado da esfera pública ou corporativa. As pessoas são as mesmas. É muito doido isso.

A maioria das mulheres que “optaram” pelo empreendedorismo depois da maternidade, foram demitidas. Elas não escolheram sair do mundo corporativo, apesar de todas as dificuldades.

Elas foram convidadas a se retirar.

E não conseguiram voltar ou decidiram, pesando os prós e contras, tentar fazer diferente e seguiram pela jornada do empreendedorismo materno.

Vamos fazer diferente!

E é esse fazer diferente que eu amo. <3

Aí é que está a maior beleza disso tudo.

Esse fazer diferente é muito mais do que simplesmente montar um negócio para ter trabalho ou uma reação temporária e superficial às circunstâncias em que essa mulher foi colocada (!).

Ele se expande… sobretudo considerando o momento social que nós estamos vivendo no mundo todo… Ele pode ser fazer diferente em muitas coisas.

Daí vem a reflexão.

Nós, mulheres, somos tradicionalmente responsáveis pelo ambiente doméstico.

Quando estamos inseridas no mercado de trabalho, ainda somos, mas há uma questão de disponibilidade de tempo que é concreta e indiscutível.

Quando você “trabalha fora” você fica 10 horas fora de casa, pelo menos. E isso é concreto.

Ainda assim existe um acúmulo de funções enorme, mas ´há um mínimo reconhecimento dessa falta de tempo, até porque ela é, de certa forma, compensada pela “segurança” e pelas relações sociais que vem em troca.

Agora quando você “trabalha dentro”, ou seja, trabalha em casa, a percepção geral tende a ser de que você não trabalha ou trabalha menos.

E a gente entra numa roda viva, invisível.

Mas, na prática, se trabalha infinitamente mais e 24 horas por dia, muito mais sozinha e no terreno bem mais incerto do empreendedorismo.

As relações familiares e sociais mudam.

E o impacto disso é absurdamente maior quando tem criança envolvida.

Criança demanda muita atenção. Atenção para ela mesma e nos cuidados para que a vidinha se desenvolva com saúde e amor.

 É possível dar conta de tudo?!

Como é possível dar conta de tudo?! Essa é a grande pergunta.

A resposta é: não é possível!

Pelo menos não da forma como se espera, da forma como as coisas são feitas aqui.

Por isso o empreendedorismo materno é um dos grandes chamados para fazer diferente. Começando pelas mulheres, crescendo para nossas famílias, grupos, comunidade…

Fazer diferente no uso do seu tempo,  na forma de lidar com responsabilidades, com o espaço doméstico, com as suas próprias prioridades e com o seu trabalho.

A gente não foi educada, não estudou e não aprendeu a fazer as coisas que a gente tem que fazer nesse formato de vida.

Mas nós somos muito mais do que capazes de fazer… e de fazer muito mais do que se imagina.

No empreendedorismo materno, temos muitos desafios

É muito difícil. por diversas razões…

  • Se auto liderar e criar suas próprias rotinas em um cenário completamente novo é muito mais difícil do que parece.
  • E cuidar dos filhos com atenção e tempo de qualidade, como imaginado inicialmente, se torna uma utopia.
  • A gente se culpa, se esgota e até deprime… eu conheci várias mulheres nesse ponto. Embarcando na depressão da sobrecarga.

A solução está nas nossas mãos

E então tem solução?! Tem!

Fazer diferente!

Eu sei que eu consigo ver, mais claramente, essa solução por causa da minha trajetória profissional e o pelo fato do meu negócio ser de Organização profissional.

Porque, sem dúvida, a organização faz toda a diferença.

Eu vou te dar todos os detalhes de como fazer… mas o que eu te sugiro como base é:

  1. Considere o seu tempo como seu bem mais valioso,
  2. Reveja seus hábitos. Facilite, reduza e delegue tudo que você puder. 
  3. Tenha foco no seu trabalho. Não se deixe distrair pelos barulho em volta de você
  4. Valorize o seu resultado, a sua dedicação, o seu esforço… porque se você não fizer isso, ninguém vai fazer por você.

Leia também ->-> Aprofunde suas mudanças como poder do hábito

Para solucionar e agir agora

Eu tenho um mundo de coisas para te ensinar sobre isso… <3

De verdade, passo a passo, não essas dicas genéricas que a gente vê por aí.

E eu quero fazer parte da rede de apoio que vai tornar esse jeito de fazer diferente o nosso melhor jeito.

Por isso, eu estou trabalhando tanto no Equilibre-se (ta quase!) e mudei todo o rumo da O que Fica.

 

Então, bora para a prática!

O material abaixo foi feito por mim, com base em conteúdos estratégicos que eu uso nos meus projetos. E são gratuitos! 😀

1. Para organizar seu tempo e acabar com a correira

2. Para resolver o trabalho na cozinha em uma áudio aula de 7 minutos.

3. Para organizar a sua casa ou o seu ambiente de trabalho e facilitar tudo na sua vida

 4. Para o seu negócio: uma ferramenta simples e eficaz para ter consistência e organizar os seus processos

 

Eu peço o seu e-mail para te enviar o material e para ter um canal de comunicação com você. Como eu te disse, eu tenho um mundo de coisas para compartilhar e eu sei que vai fazer diferença pra você. Esse é o meu trabalho. 🙂

Trabalhar no nosso próprio negócio, em casa, seguindo esse desejado empreendedorismo materno pode ser a grande solução ou a total perdição.

Quem pode responder como será para você é você mesma. Não tem mágica, mas dá pra começar a fazer agora.

Baixa o que for interessante pra você e entra em ação. <3

 

Qualquer coisa que eu puder te ajudar, me fala que eu estou aqui do seu lado.

 

beijo

 

 

Oi!
Eu sou a Maíra!
Mostro o caminho rumo ao tal equilíbrio entre nossos papéis na vida…
Como?! Organizo e ensino a organizar o uso de (quase) tudo que mais importa: seu tempo, sua atenção e o seu espaço.

2 comentários sobre “Empreendedorismo materno: solução ou perdição?

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: